Histórias de Canções: Vinicius de Moraes

51noIRFhg7L._AA160_Livro: Histórias de canções: Vinicius de Moraes
Autores: Wagner Homem e Bruno De La Rosa
Editora: Leya
Ano de publicação: 2013
Número de páginas: 224
Média no skoob: 4.3

“O distanciamento proporcionado pelo tempo mostra que a obra torna-se maior do que o autor. Ele escancara a máxima de sua vida: a paixão pela mulher, seja em poesia, seja em letra de música. Na poesia, Vinicius foi admirado e festejado pela sua geração e pelas seguintes, sendo o poeta brasileiro mais traduzido no mundo. Na música, unanimidade entre seus parceiros, Vinicius teria sido o letrista que mais perfeitamente encaixava as palavras, ou melhor, ainda, graças à sua musicalidade aliada à habilidade com as palavras, descobria a sílaba exata para cada nota musical, como se traduzisse o som que ela pede.”

Esse foi o quarto livro que terminei durante a Maratube Literária. Precisava ler uma biografia e eu escolhi saber mais sobre esse “poetinha” que escreveu tantas coisas que ainda me encantam.

O livro não relata toda a vida do poeta, mas sim histórias relacionadas com suas parcerias (Toquinho, Tom Jobim, Chico Buarque, Baden Powell,…) e situações que retratam como determinados textos foram produzidos (músicas e poemas).

Pelo relatos apresentados, conhecemos um pouco mais de Vinicius, uma pessoa passional, que gostava de falar tudo no diminutivo, que bebia muito, que era apaixonado por mulheres e capaz de produzir músicas como “uma máquina”. Fica claro a facilidade que ele tinha para escrever.

Seus amigos diziam que o que diferenciava Vinicius de outros poetas é que ele realmente vivia e sentia as palavras de suas poesias e músicas. “Em seus temas e versos, Vinicius não inventava um clima, uma situação alheia a ele próprio ou uma personagem. A melancolia, o despojamento, a euforia, ou a paixão, presentes em cada verso, são sua própria história.”

Apesar de trazer essas informações, achei que o livro fica muito na superfície, com histórias muito curtas e rápidas. No fim, fica uma impressão de “Só isso?! Quero saber mais!!!”.

Nesse vídeo (a partir de 1:04), eu leio a música/poema “Para Viver um Grande Amor”, feita em parceria com Toquinho. Uma letra que eu adoro!

E aqui, você pode ouvir o próprio Vinicius 🙂

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Por enquanto, fico por aqui. 😉
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Até semana que vem!

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THE THREE OF US: A FAMILY STORY

“Esta é a história de três pessoas. É a história dos meus pais e de nós três juntos, mas é também a história de um triângulo amoroso complicado, que me separou de minha mãe, e a sucessão de homens solitários que entraram em nossas vidas depois que meu pai foi embora.”  (tradução feita por mim)

Olá, ratinhos de biblioteca! 🙂

Hoje, vou falar sobre o livro que conta a biografia de Julia Blackburn (a autora). Li o livro para participar de um clube de leitura numa livraria de Amsterdam e tive a oportunidade de conhecer a autora :mrgreen: . Nesse post, falarei sobre o livro e no próximo, sobre o encontro com a autora.

Filha de Thomas Blackburn e Rosalie de Meric, a infância de Julia não foi nada fácil.

Seu pai era um alcoólatra, infiel que, por diversas vezes, ficava bastante violento com a esposa, mas nunca com a filha. Em função disso, quando começava a ouvir gritos ou coisas quebrando, ela ia até o local servir de escudo para sua mãe.

Sua mãe era uma pintora aficcionada em sexo. Ela tinha um caderno no qual marcava, com estrelas, a nota que dava para cada homem com quem teve relações sexuais. Além disso, falava sobre esse assunto com Julia, desde que a filha era muito nova, e de uma forma nada didática.

Após algum tempo, seus pais se separaram. Thomas logo se casou novamente, com Peggie.

Sua mãe passou a alugar um quarto da casa para homens. Apesar de sua vontade, não chegava a dormir com eles.

Até a chegada de Geoffrey. Rosalie começou um relacionamento com ele e ficou, realmente, apaixonada. Como sabia que ele gostava de sair com mulheres mais novas, proibiu Julia de ter qualquer tipo de contato com ele, apesar de morarem na mesma casa. Nos fins de semana, Rosalie e Geoffrey iam para uma casa de campo e Julia ficava sozinha, o que fazia com que se sentisse triste, solitária e desprezada.

Apesar desse “cuidado” de Rosalie, Geoffrey deu em cima de Julia e acabaram transando. Isso abalou profundamente a relação das duas. Rosalie não tinha problemas em externalizar o quanto odiava a filha e a culpava por tudo de ruim que já tinha acontecido na sua vida.

Paralelamente ao passado, Julia conta que sua mãe, aos 82 anos (aproximadamente, 30 anos depois do caso “Geoffrey”), teve leucemia e as duas voltaram a se dar bem nos seus últimos dias de vida.

Acho que já deu para ter uma boa ideia do clima da história.

Diferente de outras biografias, essa não é linear. Não começa no nascimento de Julia. Ela vai contando os fatos de acordo com o assunto que quer abordar. Isso nos deixa um pouco confusos em relação a datas e a ligação entre alguns fatos.

Durante toda a leitura do livro, eu pensava: “Como ela teve coragem de escrever isso?”. A história, em alguns aspectos, é bem pesada. A infância de seus pais é tão chocante quanto a dela. Todas repletas de situações de violência, desprezo, problemas familiares e raiva.

O texto é bem escrito. Ela descreve bem os lugares e as pessoas que aparecem na história.

Não sou muito fã desse tipo de texto, mas gostei da leitura desse livro. Não é daqueles que nos prendem para chegar ao final, mas é bem interessante. (Ele ainda não tem tradução para o português).

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Autora: Julia Blackburn
Editora: Vintage
Número de páginas: 322

Compre o livro The Three of Us: A Family Story ou procure outras Biografias na Amazon.

Por enquanto, fico por aqui.
Se já leu o livro, me conta o que achou. Se não leu, me conta se te interessou. 😉
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