Encontro com a autora Nina Siegal

Olá, leitores! 🙂

No dia 05 de fevereiro de 2015, tive o prazer de conhecer mais uma autora internacional: Nina Siegal, autora do livro “The Anatomy Lesson” ainda sem tradução para português.

No encontro do clube do livro desse mês, a autora participou de uma conversa informal na qual ela falou um pouco sobre a criação do livro, sobre suas pesquisas e pudemos fazer perguntas à vontade para ela (um sonho, né?! ❤ ).

Como fiz anteriormente, na entrevista com a Julia Blackburn, vou escrever aqui um pouco do que ela contou, transformando o texto em perguntas e respostas, porque acredito que ajuda a deixar as informações mais claras.

Vamos lá?

O que te inspirou a escrever o livro?
Quando eu tinha 10, 11 anos, meu pai, que é médico, veio para Holanda, viu o quadro do Rembrandt “The Anatomy Lesson of Dr. Nicolaes Tulp” e levou uma cópia para casa. Eu sempre olhava e admirava o quadro. Na faculdade, o professor pediu que a gente fizesse uma redação sobre qualquer obra de arte, escolhi esse quadro e comecei a pesquisar. A partir daí, fiquei fascinada com o que descobri e depois de 6 anos tinha escrito o livro.

De onde veio a ideia de cada personagem ser representado por uma parte do corpo?
Um amigo meu que deu essa ideia e eu gostei.

O que é real e o que é fictício?
Metade é real e metade é fictícia. A personagem Flora foi toda inventada. O Fetchet também. O Adriaen realmente existiu e eu me baseei nos arquivos criminais dele, que são bem detalhados, porém, não é certeza que ele não tinha uma mão. O Dr. Tulpius é real. Rembrandt também estudei muito, o que não tinha registro, criei tentando, ao máximo, me aproximar da realidade. Descartes também é real, eu me baseei nas cartas que ele escreveu, mas não é certeza que ele participou da aula de anatomia.

Como o livro tem diferentes narradores, você escreveu a história na ordem certa alternando os narradores ou escreveu um personagem de cada vez?
Os primeiros personagens que criei foi o Fetchet e a Flora, me diverti muito escrevendo a parte deles. Depois, os deixei de lado e escrevi a história com um mesmo narrador. Por fim, fui reescrevendo cada parte encaixando as diferentes narrativas.

Para terminar o encontro, ela autografou os livros e eu pedi para tirar uma foto. Foi uma experiência maravilhosa!

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Para comprar o livro, clique no link: Amazon

Por enquanto, fico por aqui.
Escreva seus comentários e sugestões para os próximos posts! 😉
Até mais!

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ENCONTRO COM JULIA BLACKBURN

Olá, ratinhos de biblioteca! 🙂

Hoje, venho aqui dividir com vocês, um momento muito especial para mim, o encontro com uma autora internacional!! 😀

Achei uma livraria de livros ingleses em Amsterdam. Vi que tinha um clube do livro e que a autora participaria dele! Claro que eu não podia perder isso! Então, li o livro (The Three os Us) e esperei por esse encontro.

Aqui no blog, tem minhas impressões sobre o livro. Quem já leu, pode perceber o quanto fiquei chocada com essa biografia da autora. (Se não leu, clique aqui).

Quando entrei na loja, ela já estava lá, me cumprimentou e eu pedi uma foto! (Só eu fiz isso, por incrível que pareça).

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O bate-papo foi muito bom! Fizemos uma roda (éramos 8 pessoas) e começamos a perguntar sobre o livro e sobre ela. Vou deixar aqui, alguns comentários que ela fez. Achei melhor transformar o texto em perguntas e respostas para ficar melhor de ler. (Lembrando que foi tudo em inglês e estou escrevendo usando algumas anotações que fiz durante o encontro, então não é nada com as exatas palavras dela).

Como você teve coragem de escrever esse livro? 
Muitas pessoas ao me verem, depois de lerem o livro, dizem: “mas você parece bem”. As pessoas acham que me conhecem, mas o livro só conta até os meus 20 e poucos anos. Eu mudei e tudo isso já passou. Muitas pessoas passam por momentos difíceis, mas são só momentos. No fim, eu até fiz as pazes com minha mãe.
E quando Herman (marido) ficou bem, depois de passar por uma doença, eu simplesmente achei que seria bom escrever aquilo tudo. Era um jeito de ordenar toda a bagunça e entender melhor o que aconteceu.

Você lembrava de todos os fatos que contou?
Não, muitos eu não lembrava direito. Só foi possível escrever o livro, porque eu tinha registros de cartas e diários. Minha mãe tinha diários e cópias de todas as cartas que ela mandava. Meu pai tinha algumas cópias no computador. E eu comecei a escrever em diários desde cedo. Sem esse material seria impossível ter lembrado das coisas.

Você pensava em ser escritora?
Não. Mas sempre escrevi bastante.

Quanto tempo você levou para escrever o livro?
Dois anos.

Como foi ter passado por uma infância tão difícil?
Hoje me parece normal ter passado por isso. Muitas pessoas têm problemas e os superam. E, às vezes, eu pensava em me matar, mas no fim seria só outra confusão, não resolveria nada. Meus pais também tinham histórias terríveis de sua infância. Minha relação com minha mãe nunca foi fácil, mas meu pai me ajudou nessa fase. O sentimento que tínhamos me ajudou a passar por isso.

Teve alguma parte que você não queria ter escrito, mas precisou?
Não. Tudo fluiu muito facilmente.

Por que você mora na Holanda? (Ela é inglesa)
Porque gosto de ser uma “estrangeira”. Gosto de sentir que não preciso pertencer ao lugar em que moro.

Pretende ir ao Brasil?
Sim, ano que vem irei à FLIP (Festa Literária Internacional de Parati) para lançar um livro no qual estou trabalhando (Threads: the delicate Life of John Craske).

No fim, pedi um autógrafo (num caderno, porque o livro está no kindle) e mais uma vez fui a única a fazer isso. Não entendi por que as pessoas não pediram para ela autografar os livros… sério.

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Compre o livro The Three of Us: A Family Story ou procure outras Biografias na Amazon.

Vou deixar aqui, novamente, o vídeo sobre o livro “The three of us”:

Por enquanto, fico por aqui, muito feliz por ter vivido essa experiência! 🙂
Escreva seus comentários e sugestões para os próximos posts.
Até semana que vem!

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